Os terminais de regulação e controlo RTV são equipamentos baseados na mais avançada tecnologia digital e foram desenvolvidos para proporcionar o máximo de flexibilidade e versatilidade, disponibilizando todas as funções necessárias para a regulação, controlo e medida de das tomadas de tensão de transformadores de potência.

Os terminais RTV incorporam uma unidade programável que permite ao utilizador a definição da lógica de operação das de controlo, para total integração nos sistemas onde se integram.
Esta família de equipamentos possui um conjunto de ferramentas de comunicação e de programação fáceis de utilizar, que proporcionam um ambiente amigável  para a definição de aplicações.

Os equipamentos RTV foram projectados para funcionar como parte de um sistema integrado de protecção e controlo. No entanto as suas funcionalidades apresentam grandes vantagens quando são utilizados como componentes de sistemas convencionais de protecção. 
descrição

controlo
Os terminais RTV foram dotados com a capacidade para suportar todas as funções de controlo habitualmente requeridas, com todas as características associadas a uma URT inteligente:
funções


  6RTV                   
controlo e medida

regulação

O Função de regulação por tensão de referência, com níveis ajustáveis.
O
Minimização do número de manobras do regulador em carga, por parametrização de um grau de insensibilidade
O
Temporizações ajustáveis na operação, que podem ser anuladas por nível de tensão ou por entrada digital (por exemplo, quando entram ou saem condensadores da rede, para reduzir as variações de tensão correspondentes)
O
Bloqueio por falta de tensão, evitando manobras sobre o regulador em carga
O
Vigilância por sobretensão, protegendo os consumidores mais próximos do transformador de sobretensões excessivas motivadas por acção da 'compensação de queda na linha' em situações de cargas elevadas
O
Bloqueio por correntes elevadas, para protecção dos contactos do regulador em carga em períodos de cargas elevadas
O
Compensação da queda de tensão entre o transformador e as cargas, em função da corrente
O
Detecção de inversão de potência
O
Regulação de transformadores em paralelo
O
Correcção das desfasagens introduzidas pelos transformadores de medida
O
Sinalização e supervisão das tomadas
O Captura de entradas digitais (máximo de 44) e estados internos
O Captura e cálculo de medidas, com interface para ligação a um transdutor de medida
O
Comando local e comando remoto, com actuação sobre os orgãos do campo por meio de saídas digitais (máximo de 18, mais dois relés de subir/descer tomadas)
O
Implementação de lógicas de entradas/saídas, encravamentos, hierarquias de comandos e automatismos programáveis
O Medição de energia
O
Comunicações para ligação a uma Unidade Central de Subestação ou directamente a um Centro de Despacho
O Registo de eventos e medidas
O Relatórios de disparos
O Históricos de medidas
O Registo oscilográficos
O Sincronização horária
O Lógica programável
interface homem-máquina

A interface de operação permite um elevado grau de configuração pelo operador, que consiste num display alfanumérico (4 linhas com 20 caracteres por linha) que, junto com um conjunto de 8 teclas permite a interacção com os equipamentos comandados.
comunicação

Os relés RTV podem dispôr de até três portas de comunicação na parte traseira (fibra óptica, RJ45 ou RS233/485), para acesso remoto, e uma dianteira para acesso local (RS232/USB). Na versão standard, o IRV admite três protocolos de comunicação standard: PROCOME, DNP3.0 e MODBUS.

O protocolo PROCOME cumpre com a série de normas CEI-870-5 e é utilizado para a gestão de informação tanto de protecção como de controlo. Por outro lado, os protocolos DNP3.0 e MODBUS são utilizados unicamente para a comunicação de dados de controlo.

É importante destacar que se pode manter comunicação com as três portas simultaneamente, sendo a velocidade de cada uma delas seleccionável até 38400 baud.

Existem modelos que incorporam duas portas ETHERNET (uma RJ45 e uma em fibra óptica) como suportes físicos do protocolo CEI 61850 / UCA 2.0. Este protocolo permite o intercâmbio tanto entre o equipamento e as hierarquias superiores como entre equipamentos. Além disso, baseia-se em padrões abertos universais (ETHERNET) e suporta auto-descrição.